Lula 42% e Flávio Bolsonaro 38%. Considerando somente os votos válidos, os percentuais passam para 45% e 40%, respectivamente.
Augusto Cury aparece com 4% dos votos válidos; Ronaldo Caiado e Renan Santos, com 3% cada; Romeu Zema e Samara Martins registram 1% cada.
O levantamento ouviu 2.506 eleitores em 152 municípios e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
Na simulação de segundo turno do Datafolha, Lula aparece com 48% e Flávio Bolsonaro com 45%. A diferença está dentro do intervalo determinado pela margem de erro do levantamento, caracterizando empate técnico.
Outro dado chama atenção: segundo o Datafolha, 82% dos eleitores que já indicaram uma opção afirmam estar totalmente decididos, enquanto 17% dizem que ainda poderiam mudar o voto antes da eleição.
A rejeição dos dois principais candidatos também permanece elevada. No mesmo levantamento, 45% declararam que não votariam em Lula de jeito nenhum e 45% disseram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Os números mostram também como diferentes institutos podem apresentar resultados distintos.
Uma compilação publicada pelo Poder360 com 14 pesquisas nacionais realizadas entre 9 de setembro e 1º de outubro mostra justamente essa variação entre os levantamentos. As pesquisas utilizam metodologias, períodos de entrevistas, amostras e margens de erro diferentes e, portanto, não devem ser comparadas como se fossem uma única série de dados.
Além disso, este sábado ainda deverá trazer novos números.
Datafolha, Quaest, AtlasIntel, CNT/MDA, PoderData e outros institutos registraram pesquisas para divulgação na véspera da eleição, o que significa que o cenário poderá receber novas fotografias da opinião do eleitorado até poucas horas antes da abertura das urnas.
É importante lembrar que pesquisa eleitoral não é previsão do resultado.
Cada levantamento representa uma fotografia da intenção de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. O resultado definitivo será conhecido somente depois da manifestação dos eleitores nas urnas.
Nesta reta final, também é preciso considerar que parte do eleitorado ainda pode mudar sua escolha, além dos votos brancos, nulos e dos eleitores que permanecem indecisos.
A campanha chega, portanto, às últimas horas com uma disputa concentrada principalmente entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas com diferenças entre os institutos e margens de erro que precisam ser consideradas na leitura dos números.
Para o eleitor, mais importante do que observar apenas os percentuais é conhecer as propostas, analisar o histórico dos candidatos, verificar informações e decidir quais ideias considera mais adequadas para o futuro do país.
Além disso, o primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro.
Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, entretanto, os dois mais votados avançarão para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
No entanto, até a abertura das urnas, pesquisas ainda poderão apresentar novos números.
A decisão definitiva, porém, pertence ao eleitor.
