Jornal Trancoso News
Pesquisas divulgadas neste sábado apresentam resultados diferentes e confirmam uma das disputas mais equilibradas da reta final das eleições de 2026
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Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo, 4 de outubro, a disputa pelo Governo da Bahia chega às últimas horas com um cenário de forte equilíbrio entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
Os levantamentos mais recentes revelam também uma característica importante dessa eleição: os institutos apresentam resultados diferentes sobre quem aparece numericamente na frente.
Pesquisa AtlasIntel/A Tarde, divulgada neste sábado, mostra Jerônimo Rodrigues com 51,5% dos votos válidos, enquanto ACM Neto registra 47,4%. Ariel Capistrano e Ronaldo Mansur aparecem com 0,4% cada, e Maria Bona registra 0,3%.
O levantamento ouviu 2.200 eleitores entre 27 de setembro e 2 de outubro, possui margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-05671/2026.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, a AtlasIntel registra 52,1% dos votos válidos para Jerônimo e 47,9% para ACM Neto.
Já a pesquisa Paraná Pesquisas, também divulgada neste sábado, apresenta um resultado diferente.
No cenário estimulado com votos totais, ACM Neto aparece com 46,4%, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 44,6%. A diferença de 1,8 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,7 pontos, caracterizando empate técnico nesse levantamento.
Quando considerados apenas os votos válidos, o Paraná Pesquisas registra 50,3% para ACM Neto e 48,4% para Jerônimo Rodrigues.
O instituto entrevistou 1.400 eleitores em 63 municípios, com trabalho de campo realizado entre o final de setembro e 2 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03273/2026.
Na simulação de segundo turno do Paraná Pesquisas, ACM Neto registra 47,9% e Jerônimo 46,3%, novamente dentro da margem de erro.
Institutos mostram cenários diferentes
A diferença entre os levantamentos não começou agora.
Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 28 de setembro, havia registrado Jerônimo com 47% e ACM Neto com 43%. Foram entrevistados 1.600 eleitores e a margem de erro era de dois pontos percentuais.
Já uma pesquisa Quaest divulgada poucos dias antes apresentava ACM Neto com 42% e Jerônimo com 40%, também em situação de empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Essas diferenças demonstram por que pesquisas eleitorais devem ser interpretadas com cautela.
Cada instituto utiliza metodologia, amostra, período de coleta e formas de abordagem próprias. Uma pesquisa representa uma fotografia da intenção de voto no momento em que as entrevistas foram realizadas e não constitui antecipação do resultado das urnas.
Uma disputa que repete 2022
A eleição de 2026 também coloca novamente frente a frente os dois principais personagens da disputa estadual de 2022.
De um lado, Jerônimo Rodrigues tenta conquistar a reeleição e manter o grupo político ligado ao PT no comando do Governo da Bahia.
Do outro, ACM Neto tenta chegar ao Palácio de Ondina após ter disputado o governo estadual também em 2022.
Agora, quatro anos depois, eles voltam a se enfrentar em uma eleição marcada pela polarização e por diferenças pequenas em diversos levantamentos.
Além da disputa pelo governo, o eleitor baiano também escolherá neste domingo deputados estaduais, deputados federais, senadores e presidente da República.
Decisão será do eleitor
Os levantamentos divulgados na reta final permitem uma conclusão objetiva: não existe uniformidade entre os institutos sobre quem aparece numericamente à frente na Bahia.
Enquanto a AtlasIntel registra Jerônimo na primeira posição, o Paraná Pesquisas coloca ACM Neto numericamente à frente. Outros levantamentos recentes também alternaram essas posições.
Por isso, mais importante do que transformar pesquisas em resultado antecipado é compreender aquilo que elas realmente representam: uma fotografia do eleitorado em determinado momento.
Outro fator observado por analistas políticos durante a campanha é a existência, em parte do eleitorado, de um possível sentimento de mudança ou insatisfação com a atual administração estadual.
Esse sentimento, entretanto, não pode ser considerado isoladamente como fator capaz de definir quem será o próximo governador.
Para o cidadão baiano, a decisão deve passar pela análise das propostas, do histórico administrativo e político de cada candidato e dos temas que afetam diretamente a população, como saúde, segurança pública, educação, geração de emprego, infraestrutura, desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro.
Para vencer a eleição para governador já no primeiro turno, um candidato precisa alcançar mais da metade dos votos válidos. Caso isso não aconteça, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
As pesquisas apresentam cenários.
A decisão definitiva, porém, será dada pelo eleitor baiano nas urnas.
