Coluna Cara a Cara / Roberto Nogueira
Por muitos anos, muitas pessoas foram induzidas a acreditar que o errado era certo e que o certo era ultrapassado. Durante décadas, emissoras de televisão, meios de comunicação e parte da sociedade passaram uma falsa ideia de modernidade, tentando convencer as pessoas de que valores conservadores, familiares e cristãos já não deveriam mais existir ou ser respeitados.
Aos poucos, foi criada uma mentalidade de que não deveríamos mais ser tão conservadores ou corretos diante da sociedade. Tudo passou a ser relativizado, como se julgar atitudes erradas fosse preconceito ou falta de evolução. Nossos costumes, princípios e doutrinas começaram a ser vistos como algo antigo, ultrapassado e fora de moda.
Com essa banalização dos valores, tentaram fazer uma verdadeira mudança na mente das pessoas, enfraquecendo princípios éticos e morais que nossos pais e avós nos ensinaram ao longo da vida: não roubar, não ser desonesto, ser verdadeiro, respeitar os outros, valorizar a família, não usar drogas e não praticar atos ilícitos ou imorais diante da sociedade.
Por muitos anos, esses valores passaram a ser tratados como algo cafona, antiquado e sem importância. O respeito pelos pais começou a perder espaço. A valorização da família foi diminuindo. A fé cristã passou a ser criticada e ridicularizada por muitos. Criou-se a ideia de que cada um deveria fazer apenas o que quisesse, sem limites, sem responsabilidade e sem compromisso com princípios morais.
Na mentalidade de muitos, ser conservador passou a ser algo inaceitável. Defender valores cristãos, respeito aos pais, à família e aos bons costumes parecia ser motivo de vergonha ou rejeição social.
E, infelizmente, o resultado disso está diante dos nossos olhos. Vivemos em uma sociedade cada vez mais confusa, desequilibrada e emocionalmente doente. Muitas pessoas já não sabem mais distinguir o certo do errado. Outras se sentem obrigadas a aceitar comportamentos errados apenas para não serem rejeitadas pela sociedade.
Hoje vemos famílias destruídas, relações vazias, pessoas sem direção, jovens sem referência e uma sociedade cada vez mais distante dos valores que foram ensinados no passado. Muitos se afastaram da família, da fé e, acima de tudo, de Deus.
Mas existe algo que talvez eles não esperassem: apesar de toda essa pressão, influência e tentativa de mudar nossa mentalidade, muitos resistiram. Muitos sobreviveram sem abrir mão dos valores que aprenderam dentro de casa.
Ainda existem pessoas lutando para preservar a família, a fé, o respeito e os valores cristãos. Pessoas que entenderam que nenhuma mídia, ideologia ou tendência passageira pode destruir aquilo que foi construído sobre princípios verdadeiros.
Essa geração que resistiu mostrou que nem toda influência consegue mudar a consciência de quem tem caráter, fé e convicção. Mostrou que ainda existem pessoas dispostas a defender Deus, pátria, família e os valores conservadores que aprenderam ao longo da vida.
Porque, no final, uma sociedade só permanece forte quando não abandona seus princípios, sua fé e seus valores morais.
