Coluna Cara a Cara — Roberto Nogueira
Ao longo da minha trajetória na comunicação, sempre procurei entender qual é o verdadeiro papel de um jornal, de uma coluna ou mesmo das redes sociais dentro da sociedade. E cheguei à conclusão de que o jornalismo não deve ser usado como instrumento de perseguição, interesse pessoal ou disputa política.
A posição da coluna Cara a Cara sempre foi muito clara: não faço jornalismo de oposição e muito menos jornalismo de situação. Meu compromisso é com os fatos, com a verdade e, acima de tudo, com o respeito às pessoas.
Acredito que um veículo de comunicação não pode escolher lados ou barganhar interesses. O verdadeiro papel da imprensa é trabalhar de forma séria, responsável e voltada aos anseios da comunidade, sempre estando a serviço da população.
Não existe problema algum em viver da comunicação ou do jornalismo. Trata-se de uma profissão digna, importante e fundamental para a democracia. O que não pode acontecer é transformar a comunicação em ferramenta de ataque pessoal, pressão política ou interesses particulares.
Por trás de toda notícia existem pessoas, famílias, sentimentos e consequências. Por isso, é preciso responsabilidade ao utilizar qualquer meio de comunicação, seja um jornal, um site ou uma rede social.
Vivemos uma época em que a velocidade das informações aumentou muito, principalmente através das redes sociais. Ao mesmo tempo, isso também trouxe um grande desafio: o compromisso com a responsabilidade na forma de informar e se expressar.
Nem tudo pode ser dito sem provas, sem equilíbrio ou sem embasamento. Existe um limite entre o direito de expressão e o excesso. A Justiça, inclusive, tem sido cada vez mais rigorosa com aqueles que utilizam os meios de comunicação para atacar, acusar ou expor pessoas de maneira irresponsável.
Toda palavra tem peso, toda atitude gera consequências e toda ação produz uma reação. Por isso, quem trabalha com comunicação precisa entender a responsabilidade que possui ao publicar uma informação ou emitir uma opinião.
A mesma caneta que hoje serve para informar, denunciar ou criticar também pode ser usada futuramente para responder por excessos cometidos sem responsabilidade ou sem compromisso com a verdade.
O jornalismo sério deve saber criticar quando necessário, elogiar quando for justo e, principalmente, informar com equilíbrio, ética e responsabilidade.
A credibilidade de um comunicador não está na quantidade de ataques que faz, mas na confiança que consegue construir junto à população através da verdade, do respeito e da coerência.
No final, comunicar é servir. E servir à sociedade exige compromisso não apenas com a informação, mas também com a consciência, a ética e o respeito humano.
