Cara a Cara – Por Roberto Nogueira
Aos poucos, a Polícia Federal vem recuperando sua credibilidade perante a sociedade. Sem dúvida, é isso que todos nós esperamos de uma instituição que é motivo de orgulho nacional. Trata-se do órgão máximo de polícia judiciária do país e não pode — nem deve — ficar à mercê ou se tornar subserviente àqueles que cometem irregularidades. Não é posição social nem cargo público que pode retirar a autonomia de uma instituição formada por profissionais de respeito e autoridade.
A decisão do ministro Dias Toffoli de suspender investigações relacionadas ao banco Mater abriu um precedente que, sem dúvida, poderá se tornar um divisor de águas. Esse tipo de medida provoca debates importantes sobre os limites do poder e sobre a percepção de igualdade perante a lei. Muitos brasileiros entendem que ninguém deve estar acima das normas que regem a sociedade.
Na sequência, a Polícia Federal solicitou o afastamento do ministro com base em questionamentos envolvendo a quebra de sigilo de aparelho celular ligado ao caso. A partir daí, o processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça, o que reforçou ainda mais o debate público sobre imparcialidade e transparência. Independentemente das posições, é importante que fique claro: somos todos iguais perante a lei de Deus e também perante as leis dos homens — princípio que, inclusive, está entre os pilares defendidos pela Constituição brasileira.
Fortalecer a confiança nas instituições é essencial para combater a sensação de injustiça que parte da população sente ao presenciar decisões que parecem distantes da realidade do cidadão comum. Virar essa página significa buscar uma Justiça que seja efetivamente para todos, sem distinções ou privilégios. A sociedade espera equilíbrio, responsabilidade e transparência daqueles que ocupam cargos de grande relevância pública, pois são eles que devem zelar pela boa moral, pelos bons costumes e, sobretudo, pelo respeito às leis.
