Moradores e comerciantes vêm reclamando da falta de investimentos na área de salvamento aquático. Para muitos, é inadmissível que uma cidade tão rica, turística e relevante no cenário nacional e internacional conviva com esse tipo de problema. A ausência de salva-vidas em diversos trechos do litoral expõe moradores e turistas a riscos constantes e evitáveis.
Diante desse cenário, cresce a cobrança para que os órgãos competentes adotem providências urgentes, implementando medidas que reduzam ou até eliminem esse tipo de tragédia. É extremamente triste que famílias escolham a Costa do Descobrimento para passar férias e acabem levando consigo a dor da perda de um ente querido. Não é essa a imagem que Porto Seguro e região deveriam transmitir.
Segundo levantamento feito a partir de informações divulgadas por sites locais, o episódio mais recente foi registrado na tarde da última quarta-feira (14), em Santa Cruz Cabrália, onde uma turista morreu após se afogar na praia de Santo André. De acordo com testemunhas, Janaina Dias Delgado, de 45 anos, nadava no local quando começou a passar mal e acabou se afogando.
Outro caso ocorreu na tarde do último sábado (10), em Trancoso, distrito de Porto Seguro. André Washington de Almeida Farias, de 39 anos, se afogou no mar. Pessoas que passavam pelo local em uma lancha ainda tentaram prestar socorro, mas a vítima não resistiu, mesmo após ser levada até uma base localizada a cerca de três quilômetros do ponto do acidente.
Os registros não são isolados. No ano passado, duas pessoas morreram afogadas no povoado de Trancoso. Um dos casos foi o do senhor Hermilino Gomes Farias, de 60 anos, que estava com a esposa em um passeio de barco. Segundo informações, ele pulou da embarcação, passou mal e acabou falecendo. Outro caso envolveu um jovem turista de aproximadamente 20 anos, identificado como Hebert, natural de Santa Rita do Itueto (MG), que morreu afogado na tarde de um domingo (20/04), na Praia dos Nativos, um dos pontos mais conhecidos da região.
Diante de tantas perdas, moradores cobram sensibilidade e responsabilidade da Prefeitura de Porto Seguro, para que situações como essas não se repitam na chamada Terra Mãe do Brasil. Proteger vidas — tanto de turistas quanto de quem vive aqui — deve ser prioridade absoluta.
Com informações do Radar Notícias.
