Cara a Cara
Por Roberto Nogueira
Sou de uma geração que aprendeu, desde cedo, a respeitar pais, professores e os mais velhos. Uma geração que trabalhava para conquistar as coisas, que entendia que nada vinha fácil e que toda escolha tinha consequência. Errávamos, éramos corrigidos e aprendíamos.
Hoje, o retrato é outro — e preocupante. O que se vê é uma geração sem limites, sem disciplina e sem respeito. Muitos se acham donos da verdade, mas não sabem lidar com frustração, compromisso ou responsabilidade. Querem direitos imediatos, mas rejeitam deveres. Querem sucesso, mas desprezam o esforço, o trabalho e a correção.
Estamos formando adultos frágeis, vazios e perdidos. Pessoas que culpam o sistema, a família ou a sociedade por tudo aquilo que não conseguem conquistar. Falta propósito, faltam valores e sobra arrogância. A vida real não passa pano, não perdoa despreparo e não recompensa quem escolhe o caminho mais fácil.
Se essa geração não acordar a tempo, o futuro será duro. Não haverá discurso bonito, militância ou justificativa que mude isso. Respeito, trabalho, responsabilidade e valores não são opcionais — são a base de qualquer sociedade que queira sobreviver.
Cara a cara, a verdade precisa ser dita.
