Estamos vivendo momentos difíceis em nosso país. Os valores das pessoas parecem se perder a cada dia, fruto da incapacidade de lidar com os problemas que atingem toda a população. A guerra entre direita e esquerda, entre “certo” e “errado”, tem criado uma divisão desnecessária, que fragiliza a sociedade.
Infelizmente, vemos o chamado “efeito manada”, em que muitos seguem uma direção sem refletir, acreditando ser o melhor caminho. Mas a vida não é feita de facilidades: as vitórias são conquistadas com esforço, disciplina e luta. Essa narrativa de “nós contra eles” é irresponsável e leviana. Não existe sociedade saudável dividida entre bons e maus. Somos todos seres humanos, dotados de inteligência, capazes de reconhecer o que é certo e condenar o que é errado.
Não podemos nos vitimizar nem ser usados como massa de manobra. Ter mais inteligência ou melhores condições não é um erro. O que precisamos é de humildade para reconhecer acertos e erros, sem transformar quem pensa diferente em inimigo. A vida deve ser valorizada acima das ideologias.
Quando falamos de Deus, pátria e família, não se trata de direita ou esquerda, mas de valores que sempre nortearam nossa existência e formaram nosso caráter. Quem escolhe caminhos diferentes deve estar consciente das consequências de suas escolhas, mas sem ser tratado como inimigo. Divergências são naturais; o ódio, não.
O que realmente importa não é levantar a bandeira da direita ou da esquerda, mas defender o que cada lado pode oferecer de bom para o futuro da nossa geração e, principalmente, dos nossos filhos. O triste é ver pessoas insistindo no erro, mesmo diante do sofrimento que ele traz.
