Cara a Cara /Roberto Nogueira
Por que existe esquerda e direita?
Por que há tanto ódio entre as pessoas?
Por que muitos defendem o errado como se fosse certo?
Vivemos em um mundo globalizado, na era da informação, onde a tecnologia deveria aproximar, conectar e unir as pessoas em torno de um objetivo maior: buscar soluções que ajudem a humanidade. Mas o que vemos é o contrário — guerras, desrespeito, falta de amor e um jogo de vaidade que ultrapassou todos os limites da coerência.
O mundo está mais desumano.
Hoje, muitos estão mais preocupados em ostentar dinheiro, poder e fama do que em construir valores. Esquecem que, no final, todos terão o mesmo destino. E fica a pergunta: para quê tudo isso?
Pessoas que se consideram inteligentes estão sendo usadas como massa de manobra para prejudicar outras que, muitas vezes, não tiveram as mesmas oportunidades. Uma verdadeira guerra entre o bem e o mal, alimentada pela falta de fé em Deus e pela ausência de respeito ao próximo.
E até onde isso vai nos levar?
Políticos, setores do judiciário e outras autoridades que deveriam trabalhar para melhorar a vida das pessoas muitas vezes fazem o contrário: retiram a dignidade de quem mais precisa. Vivemos em um tempo em que o certo virou errado, e o errado passou a ser defendido como certo.
Os valores estão se perdendo.
Família, respeito, responsabilidade… tudo parece estar sendo deixado de lado.
Já não conhecemos mais as pessoas — nem sabemos até onde elas são capazes de ir para alcançar seus objetivos.
E o mais preocupante: estamos formando uma geração cada vez mais perdida, distante da realidade e sem compromisso com o futuro. Enquanto isso, escândalos acontecem, injustiças são cometidas, e ainda há quem apoie tudo isso como se fosse normal.
Que país é esse?
Até quando vamos aceitar tudo isso calados?
Muitos preferem fingir que nada está acontecendo. Dizem: “isso não é comigo”. Mas a verdade é uma só: vivemos todos no mesmo mundo. Mais cedo ou mais tarde, as consequências chegam — direta ou indiretamente — para todos.
A escolha é individual.
Ficar parado, assistindo tudo acontecer…
ou se posicionar, questionar e lutar por um mundo melhor.
Que cada um possa fazer a sua parte.
E, no futuro, olhar nos olhos dos seus filhos e dizer com dignidade:
eu não fui cúmplice do que estava errado.
