A morte da servidora pública Bernadeth Maria Rocha Neta, de 53 anos, agravou ainda mais a situação do Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. O caso gerou grande repercussão após a circulação de um vídeo gravado pela própria paciente denunciando falta de atendimento na unidade.
Bernadeth procurou o hospital após passar cerca de duas semanas com sintomas que acreditava serem de uma virose, diagnóstico que havia recebido anteriormente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Trancoso, onde morava. Com a persistência dos sintomas, ela decidiu buscar atendimento no hospital acompanhada do marido.
Durante a internação, a paciente gravou um vídeo denunciando suposta negligência no atendimento.
“Eu estou passando mal, me colocaram em uma sala de isolamento e ninguém me socorre”, relatou no vídeo que circulou nas redes sociais e gerou revolta na população.
Segundo o Jornal Correio, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), responsável pela unidade, foi procurada, mas não se manifestou até a publicação da matéria.
O advogado da família informou que pretende acionar o Ministério Público para que seja feita uma apuração rigorosa sobre possível negligência médica e para esclarecer a causa da morte, já que exames teriam apontado tuberculose. Bernadeth morreu na noite de terça-feira e foi sepultada na quinta-feira.
Moradora da comunidade de Sapirara, Bernadeth era conhecida pelo trabalho social que realizava na região e chegou a se candidatar a vereadora em 2024.
Moradores afirmam que não é de hoje que o hospital vem sendo alvo de críticas por falta de medicamentos, materiais básicos e problemas estruturais. A população cobra providências das autoridades estaduais e dos representantes políticos do Extremo Sul, pedindo uma solução urgente para a situação da saúde pública na região.
Para muitos moradores, a saúde é um direito garantido por lei e não pode continuar sendo tratada com descaso. A população também pede que o Ministério Público investigue a real situação do hospital, que muitos já consideram próxima de uma calamidade na saúde pública do município.
Fonte: Jornal Correio
